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Golpe do falso advogado: como o escritório protege o cliente e o próprio nome

No golpe do falso advogado, o criminoso usa dados públicos do processo e o nome e a foto do advogado verdadeiro para convencer o cliente de que há um valor a receber, e cobra uma "taxa" por Pix para liberá-lo. Na maior parte das vezes o escritório não fez nada de errado, mas é o nome dele que o cliente associa ao prejuízo. Este guia explica como o golpe funciona, o que o escritório pode fazer antes e depois, e o que um sistema de gestão ajuda e o que não resolve.

O que desmonta o golpe

  • O Judiciário não cobra taxa por Pix para liberar valor de processo. Custas se pagam por guia emitida pelo próprio tribunal.
  • Contato dizendo ser do escritório se confirma por um canal que o cliente já conhecia, nunca pelo número que mandou a mensagem.
  • Pressa, pedido de sigilo ("não ligue para o escritório") e conta em nome de terceiro são os sinais mais comuns.
  • A OAB mantém a ConfirmADV (confirmadv.oab.org.br): o cidadão informa a inscrição, a seccional e o e-mail do suposto advogado, e o advogado tem 5 minutos para confirmar.
  • Desde 3 de novembro de 2025, o PJe exige autenticação em dois fatores dos usuários externos, uma medida do CNJ contra o golpe: segundo o CNJ, os criminosos consultam os processos com login e senha verdadeiros.

Como o golpe funciona

Segundo o CNJ, os criminosos acessam dados públicos dos processos pelos sites dos tribunais, muitas vezes com login e senha verdadeiros, e procuram as partes fingindo ser o advogado delas. A mensagem costuma chegar pelo WhatsApp, com o nome, a foto e às vezes o logotipo do escritório, cita o número do processo e a vara, anuncia que "saiu o alvará" ou que "a indenização foi liberada" e pede um Pix para custas, imposto ou taxa de liberação, sempre com pressa.

As variações pedem que o cliente não ligue para o escritório, porque o advogado "está em audiência", e indicam conta em nome de terceiro. Os alvos preferidos são clientes com valor a receber, como em ações previdenciárias e de consumo, e pessoas idosas.

Antes: combinar o canal oficial desde o primeiro dia

  • No contrato e na primeira mensagem, diga por escrito quais são os canais oficiais do escritório e que ninguém do escritório pede Pix para liberar valor de processo.
  • Receba honorários e faça repasses só em conta em nome do escritório ou do advogado, e diga isso ao cliente.
  • Combine uma confirmação para pedidos fora do comum: uma ligação para o número do contrato, ou um código combinado no início do atendimento.
  • Proteja os acessos: login e senha do tribunal são pessoais e não se compartilham com a equipe, e a autenticação em dois fatores fica ligada no PJe, no e-mail e no WhatsApp do escritório.
  • Evite dado pessoal desnecessário nas peças: telefone e e-mail do cliente num documento público são matéria-prima do golpe.

Depois: se o cliente recebeu a mensagem ou já pagou

  • Peça os prints da conversa, o número que enviou a mensagem e o comprovante, e guarde junto com os seus.
  • Se houve Pix, o cliente avisa o próprio banco na hora e pede a devolução pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Pix. O pedido tem prazo e não garante o dinheiro de volta.
  • Oriente o cliente a registrar boletim de ocorrência, e registre o do escritório também.
  • Avise a seccional da OAB e, quando o sistema do tribunal permitir, levante quem acessou os autos.
  • Desconfie de quem oferece "recuperar o Pix" cobrando uma taxa: é o segundo golpe.

O que um sistema de gestão ajuda, e o que não resolve

Nenhum software impede o golpe: os dados que o criminoso usa vêm da consulta pública dos tribunais, não do sistema do escritório. O que um sistema faz é deixar o canal oficial claro e fácil de conferir, e proteger os acessos da equipe.

No AdvPlan, a mensagem de boas-vindas que o sistema envia quando o cliente é cadastrado é um modelo editável, o lugar certo para dizer quais são os canais oficiais. A partir do plano Pro, a conversa pelo WhatsApp sai do número do escritório e fica registrada na linha do tempo do caso, e o cliente confere o andamento no portal, com login próprio, em vez de acreditar numa mensagem. A cobrança sai pela integração com o Asaas, na conta do próprio escritório. E, em todos os planos, a equipe entra com autenticação em dois fatores, com trilha de auditoria de quem fez o quê.

WhatsApp no caso Portal do cliente Autenticação em dois fatores

Perguntas frequentes

Como identificar o golpe do falso advogado?

Três sinais aparecem quase sempre: pressa, pedido de sigilo ("não ligue para o escritório") e pagamento por Pix, muitas vezes para conta de terceiro, para "liberar" um valor do processo. O Judiciário não cobra taxa por Pix para liberar valor de processo. Confirme sempre por um canal que você já conhecia, ou pela ConfirmADV da OAB (confirmadv.oab.org.br). Orientações para escritórios em advplan.com.br/golpe-do-falso-advogado.

O que fazer se o cliente caiu no golpe do falso advogado?

Guardar os prints da conversa, o número que enviou a mensagem e o comprovante; o cliente avisa o próprio banco na hora e pede a devolução pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Pix, que tem prazo e não garante o dinheiro de volta; cliente e escritório registram boletim de ocorrência; e o escritório avisa a seccional da OAB. Quem oferece "recuperar o Pix" cobrando uma taxa aplica um segundo golpe.

Um canal oficial que o cliente consegue conferir

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